Monday, November 20, 2006

Quando chegou a casa, Maria tropeçou no tapete da entrada, ligou a luz, e a lâmpada no minuto a seguir fundiu. Quando pousou a chave em cima do aparador da sala atirou com a jarra da avó para o chão e quando se sentou no sofá acertou em cheio nos restos da fatia de bolo da noite anterior. No entanto, não se levantou. Permaneceu imóvel até à meia-noite. Ouviu as doze badaladas sonoras do relógio da sala e depois sorriu. Era óbvio para ela, sentia-se uma Cinderela ao contrário, por isso, com o quebrar do feitiço era provável que pudesse sair sem problemas até às 8 da manhã com o Francisco e quiçá passar melhor noite da vida dela.

3 Comments:

Anonymous Anonymous said...

:)

...Que a Maria se tenha divertido muito com o mocinho!

bj

5:00 PM  
Blogger Unknown said...

Aparador!
Sempre quis usar essa palavra num texto...
Consola é outra palavra-mobiliário que gostava de conseguir usar num texto...

7:52 PM  
Blogger sobre-nada said...

inveja é coisa feia.

A consola da entrada parecia um monstro com as entranhas abertas. Não devia ter escolhido vermelho sangue para acolher quem entra, transmite más vibrações.

11:34 PM  

Post a Comment

<< Home